"Só os fracos sucumbem". Essa frase o líbero Alan ouviu do técnico Bernardinho após sua segunda cirurgia no tornozelo esquerdo, em maio de 2009, e nunca mais esqueceu. A prova disso, é que o jogador, após dois anos parado, ganhou uma das 14 vagas na seleção brasileira masculina de vôlei que disputará o Campeonato Mundial, a partir deste sábado(25.09), na Itália.
Do médico que o operou, Alan ouviu a possibilidade, inclusive, de não poder jogar mais - cinco meses antes, em dezembro de 2008, sofreu a primeira lesão no tendão de Aquiles. "Foram três meses com o pé para cima", lembra o jogador.
"A ficha ainda não caiu. Acho que só vou realmente acreditar que estou na seleção brasileira, e que irei disputar o Mundial, quando chegarmos na Itália. Não esperava ficar entre os 14 convocados. Fiquei triste pela saída do Thiago Alves e do Éder. Nem comemorei minha permanência", admite Alan.
"Quando fui chamado para a seleção, a intenção era eu recomeçar a treinar e retomar o ritmo para o ano que vem. Muita gente achava que eu não estava cem por cento, mas o que fiz nestes três meses, me valeu a convocação. A cada treino, a cada parte física, fui aprimorando. Estava entre a certeza e a incerteza, mas, ao mesmo tempo, tive o apoio de muitas pessoas, principalmente, dos meus pais e da minha namorada, Nabila", confessa Alan.
O jogador teve a oportunidade de disputar os três amistosos como titular da seleção brasileira contra a Polônia, em Curitiba, este mês. Foi ali que Alan carimbou de vez seu passaporte para a Itália. "Foi um presente. Agradeço muito ao Bernardo por ele estar acreditando em mim e de me dar esta oportunidade na seleção depois de dois anos parado. Me sinto como uma criança quando ganha um doce", afirma Alan, que começou a jogar vôlei em Campo Grande (MS). Em 99, convocado para o Mundial Juvenil, na Tailândia, ajudou o Brasil a conquistar a medalha de bronze, e ainda foi eleito o melhor líbero da categoria.
"Ninguém é perfeito. Estamos sempre em busca da perfeição", diz o jogador de 30 anos. "Para mim, o melhor líbero de todos é o Serginho. Depois vem o Mário. Mas esta é uma posição que o Brasil está bem servido", admite Alan. "Quero muito ajudar a seleção brasileira neste Mundial. Seja como for. o importante é estar aqui", afirma Alan, que relembrou os períodos em que a seleção brasileira estava disputando a Liga Mundial, mas permaneceu treinando no Aryzão - Centro de Desenvolvimento do Voleibol, em Saquarema.
"Acordava às 6h30 para treinar todos os dias. E quem estava lá para me dar uma força era o Luciano, o Marcão e o Nuti (conhecidos como "braços" na seleção brasileira). Eles gastavam o ombro comigo e com o João Paulo (Bravo), e acreditando o tempo todo que eu poderia me superar", lembra Alan.
Atualmente, o líbero está sem clube. Mas adianta já ter sido sondado por pessoas que estão à frente de um projeto na cidade de Londrina (PR).
Divulgação

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