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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

(MUNDIAL) Chico dos Santos e Rubinho são os braços-direitos do técnico Bernardinho na seleção

Bernardinho costuma dizer que, para se alcançar os resultados positivos, é preciso saber escolher com quem trabalhar. E desde que assumiu o comando da seleção brasileira masculina, em 2001, este trabalho vem sendo mais do que satisfatório. E seu nome é sucesso. Por trás disso tudo, Bernardinho conta com Chico dos Santos e Rubinho, seus assistentes-técnicos. Estudar os adversários durante horas e horas é uma das tarefas. Depois, eles se juntam e traçam todas as táticas que são transmitidas aos atletas.

"São meus braços direitos. São excelentes profissionais, experientes, e que não só complementam o trabalho, mas também trazem suas contribuições. Eles se entrosaram bem ao grupo, além do espírito correto de cada um", destaca Bernardinho.

O BLOQUEIO

Depois de 31 anos trabalhando com voleibol, Chico dos Santos, segue um apaixonado pelo esporte. Apesar de algumas decepções que o fizeram abandonar as quadras durante uma temporada, Chico atendeu ao pedido de Bernardinho e retornou este ano.

"O Gustavo Endres foi o melhor bloqueador que vi jogar. E até hoje ele continua sendo um dos melhores do mundo, principalmente, por sua experiência", destaca Chico, um expert no assunto. "Hoje, os centrais da seleção brasileira estão acima da média", afirma o assistente técnico de Bernardinho. "O Lucão, que eu já conhecia desde o juvenil, o Rodrigão, que dispensa comentários, e o Sidão, que conheci há menos tempo, são atletas de nível bastante elevado, e que a cada dia buscam novas alternativas".

Se, o bloqueio do Brasil, é nota mil, outros dois países também merecem elogios. "A Rússia, tecnicamente, e a Itália, taticamente. Eu mesmo aprendi bastante com o bloqueio italiano", confessa Chico.

DEFESA E PASSE

Antes de fazer parte da comissão técnica da seleção brasileira adulta, em 2006, o curitibano Roberley Leonaldo, o Rubinho, já acumulava experiência nas categorias de base. Rubinho foi assistente-técnico de Marcos Lerbach durante dez anos na equipe juvenil masculina - de 96 a 2005. "Antes, meu trabalho era voltado para a formação de jogadores. No adulto, ainda existe espaço para os jogadores crescerem, mas é diferente", compara o assistente-técnico, que cuida da defesa, do passe e do treinamento técnico.

Entre os jogadores que Rubinho mais viu evoluir nestes quatro anos na seleção adulta, ele destaca o levantador Bruno e o meio de rede Lucas. Do atual grupo, inclusive, só não havia trabalhado nas categorias de base com o ponteiro João Paulo Bravo. "Isso é bacana porque você conhece o atleta e acompanha a carreira dele. Admiro muito a evolução que o Lucas teve, assim como o Bruno, que teve uma ascendência espetacular".

O fato de o Brasil ter trabalhado com os atletas mais jovens na equipe de novos também contribuiu para esse crescimento. "O Brasil está em uma evolução constante. A diferença é que o grupo muda bastante. A seleção brasileira é uma das que menos tem remanescentes, e por estarmos trabalhando com os mais jovens desde àquela época, os jogadores já estavam dentro do sistema do grupo anterior", observa Rubinho, que possui um grande arquivo de jogadores adversários em seu computador. Em especial, de levantadores.

"A manutenção desse acervo é importante", ressalta. "É muito gratificante estar na seleção brasileira. Todo profissional sonha em estar aqui e de poder trabalhar com as pessoas que fazem parte dessa comissão técnica", conclui Rubinho.

BRASIL FAZ AMANHÃ ÚLTIMO AMISTOSO COM A ALEMANHA

A seleção brasileira fará nesta terça (21.09) o terceiro e último amistoso contra a Alemanha. Dessa vez, em Heidelberg. A série está empatada, com uma vitória para cada equipe. A partida acontecerá a partir das 14 horas (horário de Brasília). O objetivo de Bernardinho é colocar em quadra para começar jogando o time que estreará no Campeonato Mundial, no próximo sábado (25.09), contra a Tunísia.

Divulgação

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