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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

(MUNDIAL) Brasil enfrenta Alemanha já de olho nos EUA

Um dia após a vitória sobre Cuba em partida desgastante, novidades no treinamento da seleção brasileira feminina de vôlei. Três atletas foram poupadas da maior parte da atividade: a oposto Sheilla, a ponteira Jaqueline e a central Thaísa. Quem ficou em quadra, no entanto, não teve vida fácil. Na preparação para os dois últimos jogos da segunda fase do Campeonato Mundial, contra Alemanha e Estados Unidos, o técnico José Roberto Guimarães recorreu a dois reforços masculinos para simular o ataque pesado dos adversários.

Marco Antonio Di Bonifácio, estatístico da equipe, e Leonardo Moraes, supervisor, participaram ativamente do último coletivo antes do confronto com as alemãs, nesta TERÇA-FEIRA (09.11), às 3h (de Brasília), no ginásio Nippongaishi, em Nagoya, no Japão. A partida terá transmissão ao vivo das TVs Globo e Bandeirantes e do canal Sportv. Uma vitória garante o Brasil nas semifinais do Mundial com uma rodada de antecedência.

“A Sheilla ainda sente dores nas costas, a Thaísa está com uma bolha no dedão do pé esquerdo e a Jaqueline tem tido um grande desgaste nas partidas, atuando muito bem na armação de jogadas, no passe e na defesa. Por precaução, achamos melhor não deixá-las em quadra durante todo o treino”, contou Zé Roberto, explicando a convocação dos membros da comissão técnica.

“No treino, o Boni fazia o papel da Kozuch, principal atacante da Alemanha e que deve dar trabalho amanhã. O Leo treinou como a Hooker (oposto americana) costuma jogar. Procurou atacar com altura e potência semelhantes. Treinamos em função dos adversários que teremos pela frente”, disse o treinador.

Com sete triunfos em sete jogos, a seleção brasileira buscará manter os 100% de aproveitamento diante da Alemanha, que precisa vencer para continuar na luta por uma vaga nas semifinais.

“A Alemanha vive um grande momento. O Giovanni Guidetti conseguiu dar uma nova cara ao time. É uma equipe com bom volume de jogo e com uma das melhores defesas deste Mundial. Além disso, contra-ataca com velocidade. A Kozuch é a principal jogadora do time e merece uma marcação especial. Mas a Alemanha também conta com boas bloqueadoras e uma levantadora baixa, mas muito precisa e eficiente. Temos que sacar bem e armar um bom sistema defensivo", analisou o técnico Zé Roberto.

Depois do confronto com a Alemanha, o Brasil encerrará a sua participação na segunda fase do Mundial contra os Estados Unidos, na QUARTA (10.11), também às 3h (de Brasília). Brasileiras e americanas já se enfrentaram cinco vezes em 2010: uma no Grand Prix, que terminou com vitória dos Estados Unidos (campeões do torneio) e quatro em amistosos realizados no Paraná, todos com triunfo verde e amarelo.

“O time americano é um dos nossos grandes adversários no Mundial. Está entre os favoritos ao título. É uma equipe forte, que defende e bloqueia muito bem”, comentou a oposto Sheilla.

“Esperamos uma partida muito difícil. Os Estados Unidos têm um time muito forte. A Logan, que não estava nos amistosos e é uma das principais jogadoras da equipe, estará em quadra. Elas virão motivadas, precisarão da vitória para a classificação. Mas nós vamos com tudo também. Queremos vencer estes dois próximos jogos e terminar a segunda fase sem derrota”, completou a central Thaísa.

Divulgação

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