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| Brasil e Rússia reeditam a fina de 2006 (Foto: Divulgação) |
A seleção brasileira feminina de vôlei mostrou que tem garra e determinação suficientes para conquistar o inédito título do Campeonato Mundial. Na partida mais difícil da competição até o momento, o Brasil conseguiu uma virada espetacular sobre o Japão e garantiu a vaga na final: 3 sets a 2 (22/25, 33/35, 25/22, 25/22 e 15/11), em 2h20, neste SÁBADO (13.11), no Yoyogi National Stadium, em Tóquio.
Agora, para conquistar o mundo, o time verde e amarelo terá de superar a seleção russa, que venceu os Estados Unidos por 3 sets a 1 na outra semifinal. Numa reedição da decisão do último Mundial, Brasil e Rússia estarão frente a frente neste DOMINGO (14.11), a partir das 8h30 (de Brasília). A partida terá transmissão ao vivo das TV Band e do canal Sportv.
Após a vitória, a líbero Fabi exaltou a força do Brasil e comemorou a classificação para mais uma final. “Sabíamos que ia ser um jogo difícil. As japonesas entraram muito motivadas. Havia 28 anos que elas não disputavam uma semifinal do campeonato e, além disso, contavam com o apoio da torcida. Foi realmente muito difícil, mas mostramos a força do Brasil. Em nenhum momento pensamos em desistir. Elas se viravam e defendiam todas as bolas, mas estávamos preparadas e conseguimos a vitória e a vaga na sonhada final”, vibrou a jogadora mais experiente da seleção.
Depois dos dois primeiros sets, o protocolo previa uma paralisação de dez minutos. Assim foi feito. As equipes saíram de quadra e foram para o vestiário, enquanto os torcedores assistiram a uma apresentação de dança. A parada não poderia ter sido mais benéfica para o Brasil, que perdia por 2 sets a 0. Na volta para o jogo, a equipe se acertou e começou o caminho que terminaria em vitória verde e amarela.
“Na hora da parada, fomos para o vestiário e conversamos. A partir dali, cada ponto valia ouro. Era hora de berrar, pular, dar uma de louca se fosse preciso para virar a partida. Voltamos com tudo, com alegria e determinação, e conseguimos a vitória”, contou a capitã Fabiana.
O técnico José Roberto Guimarães também entendeu que a parada foi importante para a recuperação da equipe. “Nunca deixei de acreditar. A energia do vestiário durante a parada foi muito legal. Pensamos: trabalhamos tanto durante o ano, nos esforçamos tanto, não é justo sairmos daqui derrotados. Tentei jogar o time para cima. Esse tempo acabou sendo muito importante. As coisas começaram a dar certo a partir do terceiro set. No tie-break, conseguimos emplacar o nosso jogo e parar a Saori e a Ebata, duas das principais jogadoras do Japão”, comentou o treinador.
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*Atualizado às 15:30

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